Diretoria do SAMAE se defende das acusações de vereador sobre aumento abusivo

25 novembro, 2009
Categoria(s): Samae 

A diretoria do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) contesta as informações repassadas pelo vereador Ivens Chiarelli durante a sessão da Câmara da última segunda-feira (23) e publicadas no jornal Gazeta Guaçuana nesta quarta-feira (25).
Com relação ao reajuste da tarifa de água, tido pelo vereador como abusivo conforme o jornal, a direção do Samae informa que o decreto autorizando o aumento foi assinado em 19 de maio, sendo que um dia antes o superintendente da autarquia, Mutsuo Gomi falou com jornalistas sobre o assunto. O reajuste somente começou a refletir na conta do consumidor em agosto e a média de aumento varia entre 12 e 20% dependendo da faixa de consumo e não 100% como afirmou Ivens Chiarelli ao jornal. Além disso, o superintendente do Samae se reuniu com os vereadores e explicou sobre o reajuste e, portanto, o vereador não pode alegar desconhecimento.
Mesmo com o reajuste, a tarifa de água praticada pelo Samae ainda é menor que muitas cidades da região. A tarifa residencial para quem consome até 10m³ de água é de R$ 12,80 em Mogi Guaçu. Em Mogi Mirim é de R$ 14,51, Pinhal é de R$ 23,52, Campinas é de R$ 28,22 e Itapira é de R$ 13,10.
A direção do Samae também ressalta que o aumento do valor da conta de água é reflexo, principalmente, do aumento do consumo devido às altas temperaturas registradas nos últimos meses e também pela troca dos hidrômetros. Até agora, a autarquia já fez a substituição de quase sete mil hidrômetros. Esses equipamentos possuíam, em media, mais de 10 anos de utilização, o que torna frágil a leitura e ela pode não representar com exatidão o consumo da residência.
Com relação à qualidade da água tratada e fornecida pelo Samae, a autarquia informa que análises são feitas diariamente na ETA (Estação de Tratamento de Água) e 12 vezes por dia. A análise é feita por profissionais que atuam na ETA e também por uma empresa terceirizada. Todo o procedimento realizado na ETA obedece criteriosamente às exigências e normas da portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde, que estabelece os padrões de qualidade da água tratada e distribuída. Além disso, a qualidade da água fornecida pelo Samae é constantemente testada por técnicos da Vigilância Sanitária e do Caoe (Centro de Atendimento Odontológico do Estudante), esse último faz a verificação do flúor. Portanto, a diretoria do Samae afirma que a água distribuída em Mogi Guaçu é testada e de ótima qualidade.
Com relação ao aspecto da água, questão também criticada pelo vereador no jornal, o Samae informa que a coloração amarelada em alguns pontos da cidade existe há anos e que ela é resultado da rede de tubulação antiga da cidade, feita de material galvanizado e ferro fundido. Devido às altas temperaturas e ao aumento do consumo, o Samae costuma registrar um número maior de reclamações nessa época com relação ao aspecto da água. Porém, a autarquia afirma que a qualidade da água é garantida também nesses casos, uma vez que as análises feitas não apontam contaminação. Além disso, a coloração da água em algumas localidades pode ser alterada também devido a algum tipo de manutenção feita na rede.
A diretoria do Samae também rebate as informações do vereador que afirmou no jornal que a leitura é feita com antecedência. Vale ressaltar que o sistema de cobrança do Samae não mudou desde a administração passada. Nesse caso, o consumidor tem que ficar atento a sua conta, principalmente nos campos “referência” e “data da leitura”. Na verdade, devido à entrega simultânea das contas, o consumidor guaçuano tem um prazo maior para o pagamento.
Atendendo a convocação da Câmara, o superintendente do Samae, Mutsuo Gomi estará na próxima segunda-feira (30), na Câmara, para responder aos questionamentos dos vereadores.

Comentários