PRF apreende mais de 157 quilos de cloridrato de cocaína no Paraná

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam na manhã desta terça-feira (16), mais de 157 kg de cloridrato de cocaína. O fato aconteceu próximo à Unidade Operacional da PRF da cidade de Ji, estado do Paraná (situada no km 352 da BR-364).

Segundo os policiais, por volta das 11h20 a equipe realizava o patrulhamento quando visualizou uma caminhonete Toyota Hilux, licenciada em Paco do Lumiar/MA, estacionada em uma estrada vicinal.De imediato, os agentes foram ao encontro do veículo, que era ocupado por um homem, de 29 anos.

De acordo com a guarnição, o indivíduo demonstrou extremo nervosismo durante a abordagem, motivo pelo qual os agentes efetuaram uma busca mais aprofundada na caminhonete, momento em que encontraram vários tabletes de cloridrato de cocaína, que totalizaram 157,5 kg da substância entorpecente.

Questionado, o homem confessou ter comprado a droga por R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) em Porto Velho/RO e que pretendia vendê-la no Maranhão. Em virtude da prática do crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06), o indivíduo foi preso em flagrante e encaminhado, junto à droga e à carga, à Delegacia da Polícia Federal.

cloridrato de cocaína é extraído das folhas da planta originária da Cordilheira dos Antes, denominada Erythroxylon coca, conhecida simplesmente como coca ou como epadu, nome que foi dado à planta pelos indígenas brasileiros.

Nos países de onde a planta é nativa, como na Bolívia, Peru e Colômbia, as folhas da coca são mascadas ou usadas na forma de chá para que as pessoas possam se adaptar às grandes altitudes, reduzindo o cansaço e a fome e melhorando sua disposição física.

cloridrato de cocaína está presente em maior quantidade nas folhas da planta, de onde é retirado para ser transformado em pó ou na pasta base que, normalmente, contém entre 40 a 80% da substância.

A pasta base é tratada em seguida com ácido clorídrico, originando o cloridrato de cocaína, que é solúvel em água, podendo ser transformado em pó e absorvido através da inalação e da injeção na veia pelos usuários da droga.

cloridrato de cocaína, para ser transformado em crack ou em óxi, deve ser convertido em sua forma alcalina, ou seja, precisa ser usado como pedra para atingir o ponto de combustão.

Produzido na forma livre, o cloridrato de cocaína é dissolvido em água, tendo como base o amoníaco e o éter. A extração do alcaloide é feita por evaporação do éter e, se a base livre é retirada antes do processo de extração, pode permanecer um resíduo de éter que, como é muito inflamável, pega fogo mais facilmente, fazendo com que o crack, produzido dessa maneira, seja mais barato e popular entre os usuários.